Simpósio de Serviço Social abordou temas atuais

20 | 05 | 2013
Assessoria de Comunicação Toledo Prudente
Assessoria de Comunicação Toledo Prudente

O curso de Serviço Social da Toledo, promoveu nos dias 15 e 16 de maio, o X Simpósio de Serviço Social. Na oportunidade, foram abordados os temas “Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho” e “Enfrentamento à Exploração Sexual Infanto-juvenil”.

 
O palestrante do primeiro dia de evento foi o professor doutor pela Pontifícia Universidade Católica, Ademir Alves da Silva. Ele afirmou que os assistentes sociais estão inseridos em todos os setores da vida social, tanto empresas privadas, órgãos públicos e terceiro setor e por isso lutam contra a exploração do trabalho.imagem
 
“Os assistentes sociais estão em todos os setores da sociedade, por isso eles devem combater a má remuneração, o trabalho sem carteira assinada e sem garantia social”, comenta.
 
Ele ainda fala que o grande problema está na flexibilização do trabalho. “A mão de obra está flexibilizada para o comprador, porque o trabalho pode ser terceirizado ou mesmo temporário e isso faz com que o trabalhador fique em condições precárias”, ressalta.
 
O palestrante ainda elencou quais são as principais obrigações do assistente social. “O profissional deve lutar contra a exploração do trabalho infantil, as formas de trabalho que se assemelham as encontradas no período da escravidão e, ainda, denunciar e combater a exploração do imigrante”, explana.
 
Já no segundo dia, após a exibição do filme ‘Desaparecidos’ de Marco Kreuzpainter, que conta a história de uma adolescente mexicana e uma jovem polonesa que são sequestradas para servirem como escravas sexuais, aconteceu uma mesa redonda entre os professores Elizabeth Soares Pinheiro Lourenção, do curso de Serviço Social da Toledo; Alicia Santolini Tonhon, que é Assistente Social do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e mestranda em Serviço Social da UEL (Universidade Estadual de Londrina); Caio Shiguemy Ishi, professor do curso de Direito da Toledo e Alex Sandro Gomes Pessoa, que é mestre em educação.
 
“Abordei a visão do Direito Penal e se ele é capaz de solucionar a solução da prostituição sexual infantil, mas ele não é capaz”, afirma o professor Caio, que também comenta que a sociedade se contenta em punir, mas não está preocupada em evitar o problema.
 
“Não pode apenas existir o sentimento de justiça, mas sim a prevenção ao problema”, ressalta.
 
Por fim, ele ainda acrescenta que a lei não é suficiente. “Isso em termos de exploração sexual infantil”, finaliza.
  

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